Fundação Cultural Casa Lygia Bojunga

Fundação Cultural Casa Lygia Bojunga
Un Novo Nicho pra Santa

terça-feira, 31 de julho de 2012

Encontros literários agosto 2012

ENCONTROS LITERÁRIOS AGOSTO 2012


Participe você também:
dia 02agosto, quinta-feira, 15h30/17h30
leitura e bate-papo sobre Os colegas


dia 02agosto, quinta-feira,  19h/21h
leitura e bate-papo sobre Angélica


foto: arquivo pessoal, Casa Lygia Bojunga

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Encontros Literários Junho 2012


Em Junho, Encontros Literários 
na Casa Lygia Bojunga:

Subir as escadas

apreciar a vista 
e começar a leitura e bate-papo sobre a obra de Lygia Bojunga

- Grupo da tarde: 28 de junho, 15h30/17h30: 
leitura e conversa sobre a obra Os colegas

- Grupo da noite: 28 de junho, 19h/21h: 
leitura e conversa sobre a obra Os colegas


participe você também!

escreva para ninfaparreiras@gmail.com 

foto: arquivo pessoal, Casa Lygia Bojunga

Leituras no 14º SALÃO FNLIJ



Leituras no Salão

Participo de grupos de leitura. Um livro é escolhido, cada um lê, e depois nos encontramos para conversar sobre ele. Para trocar leituras, ideias, olhares. Sempre muito bom.
Naquele dia, seria um pouco diferente: eu e Ana Cristina Melo leríamos, no evento, para pessoas que podiam ou não conhecer os textos a priori. Proporíamos, ou tentaríamos provocar, uma conversa sobre o que fosse lido. Ana Cristina leria O Fio da Palavra, de Bartolomeu Campos de Queirós; eu, Os Colegas, de Lygia Bojunga, em comemoração ao aniversário de 40 anos do livro em 2012. Sempre uma apreensão – como será? quantos ouvintes? Eram três. Uma soma de cinco: duas leitoras + três ouvintes. Grupo pequeno.
Esperamos um pouco. Ana Cristina, então, começou a leitura e nos conduziu pela força e encanto do texto fazendo comentários entre um trecho e outro, comentários pertinentes e emocionados. Muito ouvimos sobre a riqueza da fantasia e sua importância, sobre a vida, o ato de criar. E tocados pela emoção do texto e a da Ana, sentados em círculo, olhos nos olhos, naturalmente a conversa aconteceu.

Chegou a vez de Os Colegas. Como éramos poucos, os exemplares disponíveis nos permitiram repartir a leitura. Cada um leu um trecho, emprestou sua voz para um texto que é grande exercício da fantasia. Um texto para crianças discutindo valores, exaltando a liberdade, cuidando de feridas. Se Bartolomeu nos tinha acendido a emoção, o olhar para dentro, Lygia acabou de nos fazer falar e nos dar a conhecer. Como acontece nos grupos de leitura de que participo: cada um falou um pouco sobre o que acredita, seus fazeres, pensamentos, o que lhe tocou nas leituras. Cada um, na sua medida, se colocou. Assim estivemos perto um do outro; um tempo curto, mas tão intenso.

“Pra mim, livro é vida” é uma frase de Lygia. “A vida é um fio,/ a memória é seu novelo”, versos de Bartolomeu. A lembrança daqueles momentos me faz pensar nisso, em quanto é mágico o compartilhar leituras. A literatura nos faz tocar nós mesmos e tocar o outro. Vida. Tempo. Pessoas. Que tarde agradável! Éramos cinco: não poucos.

Edna Bueno
Escritora

foto: arquivo pessoal, Casa Lygia Bojunga, 2011

sábado, 12 de maio de 2012

Saiu na Folhinha

29/04/2012 - 17h00

Escritores falam sobre Lygia Bojunga, homenageada no Salão do Livro

GABRIELLA MANCINI
ENVIADA ESPECIAL AO RIO

http://www1.folha.uol.com.br/folhinha/1083001-escritores-falam-sobre-lygia-bojunga-homenageada-no-salao-do-livro.shtml

Um Novo Nicho pra Santa saiu na Revista Direcional

Lygia Bojunga:
um passeio
por
Santa Teresa
                                                                            
                             por Ninfa Parreiras

Abrem-se as Portas

(...) Em vida, são raros os casos de autores que organizaram um museu, um espaço cultural dedicado à sua obra, à sua criação. Conhecemos exemplos, nas artes plásticas, de alguns artistas que abrem as portas de sua casa-ateliê. Na cidade do Rio de Janeiro, o Santa Teresa de Portas Abertas permite ao público a visita a ateliês de artistas, já há alguns anos.
Na literatura, os exemplos escasseiam. Ainda mais raros os que abriram as portas de sua
morada, de seu ofício, para os leitores. Um museu vivo: podemos dizer. Lygia Bojunga é uma
exceção: abriu o seu espaço de criação ao público leitor que deve agendar a data de visita. É
um passeio esperado, combinado com antecedência.
Sua obra é repleta de aspectos que valorizam a fala coloquial, as moradas antigas, o lado
velho da cidade, as favelas. Muitos dos espaços presentes nas histórias estão também presentes
em Um Novo Nicho pra Santa (espaço em Santa Teresa, no Rio de Janeiro, de morada, de trabalho, da editora e da Fundação Cultural Casa Lygia Bojunga). Um Novo Nicho é mais do que um museu da obra da autora, é um espaço de criação, de morada, da editora e onde acontecem os Encontros Literários (grupos de leitura da obra).

LEIA MAIS NA REVISTA DIRECIONAL, ano 8, Edição 88, maio 2012: www.direcionaleducador.com.br 
ISSN 1982-2898


Diretores

Sônia Inakake
Almir C. Almeida


Editora
Luiza Oliva

Encontros Literários em Santa Teresa



Em Maio, Encontros Literários 
na Casa Lygia Bojunga:


Detrás desta parede coberta de hera, há um nicho bem gostoso, para uma leitura e bate-papo sobre a obra de Lygia Bojunga


- Grupo da tarde: 17 de maio, 15h30/17h30: 
leitura e conversa sobre a obra Os colegas


- Grupo da noite: 17 de maio, 19h/21h: 
leitura e conversa sobre a obra Os colegas


participe você também!


escreva para ninfaparreiras@gmail.com 


foto: arquivo pessoal, Casa Lygia Bojunga

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Visita ao Projeto Ler é 10


A Fundação Cultural Casa Lygia Bojunga 
visita o Complexo do Alemão e o da Penha
Projeto Ler é 10, de Otávio Júnior!
                 textos e fotos: ninfa parreiras
                            março 2012


a paisagem se derretia de calor
um céu entre fosco e azul desbotado
um misto de embaçamento
era anúncio de tempestade?
passeio ao Complexo do Alemão
seus labirintos de pobreza
seus becos fechados
saída?


casinhas, pequenos prédios
barracos dependurados no morro 
não era um morro: eram diversos!
cabos com teleféricos
brilhavam de juventude
transportavam moradores, turistas
paravam em estações pintadas 
de vida nova


tijolos a vista
paredes descascadas
paredes pintadas em tons cítricos
cartazes de propaganda política
pichações
sonhos e pesadelos
janelas que se abrem 
muitas lajes, mosaicos




ora uma banheira
ora uma piscina
ora uma caixa d'água
um amontoado de coisas
tanques com crianças brincando
cachorro solto, cachorro preso
mulheres tomando banho de sol
improvisação e criatividade


ruelas labirínticas
água suja descendo
fios enrolados
vizinhos entrelaçados
fios pretos, verdes, azuis
enfiados numa rede
embolada de moradores
nas pedras 


por becos e escadas
descem sonhos
pingam saudades
sobram restos
uma tristeza vazada 
debaixo da porta
esgoto solto
uma alegria dependurada



no Adeus
na Baiana
no Alemão
no Itararé/Alvorada
estações 
de chegadas
de partidas
de descidas


mais adiante
morro abaixo
dobra morros
Vila Cruzeiro
Morro do Caracol
esqueceram-se de recolher o lixo?
e a limpeza das calçadas? 
a sinalização das ruas?



na pedra, a igreja
palacete de Nossa Senhora da Penha 
a chuva trouxe tanta coisa
enxurrada de árvores derrubadas
mesas de plástico vermelho 
contra a força d'água
raios e trovões brincavam 
de dar susto


saímos ensopadas 
de espanto
de vida
de mudanças
ficamos surpresas
com os morros 
os rumos
os sons



terça-feira, 17 de abril de 2012

ENCONTROS LITERÁRIOS no SALÃO FNLIJ 2012


Encontros Literários comemora 40 anos de 

Os Colegas, de Lygia Bojunga, no 14º Salão FNLIJ


Na Biblioteca do Educador: leitura e conversa 

sobre a obra Os colegas


com ANA CRISTINA MELO
Dia 20, às 16h , leitura de Os colegas, Lygia Bojunga
com EDNA BUENO
Dia 19, às 16h, leitura de Os colegas, Lygia Bojunga

com LUCIANA FIGUEIREDO
Dia 20, às 17h - leitura de Os colegas, Lygia Bojunga

com NINFA PARREIRAS
Dia 27, 14h, leitura de Os colegas,Lygia Bojunga



com PEPITA SEKITO e RACHEL FACÓ
Dia 23 às 14 hs, leitura de Os colegas, Lygia Bojunga

Participe você também!

(foto: arquivo pessoal, Casa Lygia Bojunga, 2011)

sexta-feira, 23 de março de 2012

ENCONTROS LITERÁRIOS EM SANTA TERESA 2012

ENCONTROS LITERÁRIOS

- Encontros Literários de tarde: 29 de março, 15h30/17h30, leitura e bate-papo sobre a obra Corda bamba


- Encontros Literários de noite: 29 de março, 19h/21h, leitura e bate-papo sobre a obra Corda bamba

Participe: ninfaparreiras@gmail.com


Foto: arquivo pessoal, imagem da Casa LB

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

ENCONTROS LITERÁRIOS EM SANTA TERESA 2012

ENCONTROS LITERÁRIOS

- Encontros Literários de tarde: 16 fevereiro, 15h30/17h30, leitura e bate-papo sobre a obra Corda bamba


- Encontros Literários de noite: 01 de março, 19h/21h, leitura e bate-papo sobre a obra Corda bamba

Participe: ninfaparreiras@gmail.com


Foto: arquivo pessoal, imagem da Casa LB

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Casa: editora, morada, espaço cultural


Casa: editora, morada, espaço cultural

                                                 Rachel Facó

Visitar a Casa Lygia Bojunga é se deparar com o processo de criação da autora.
É esbarrar no “seu pessoal”, nos moradores da casa: os personagens.
É bater o olho no seu jeito de ver a vida: derrubar parede pra nascer caminho, abrir espaço pra criação.
É passear pela sua simplicidade cheia de significado, cheia de riqueza.
É conhecer um nicho do Rio: Santa Tereza.
É entender tudo-junto-misturado, feito nasceu pra acontecer ao mesmo tempo, a obra e a autora.


foto: arquivo pessoal, Casa Lygia Bojunga

Um caminho feito à mão


Um caminho feito à mão

Rachel Facó

Como a gente descobre que uma coisa é feita à mão? Reparando nos detalhes. Foi de tanto notar que a autora se mete em tudo que faz, que cismei que tudo que ela faz sai assim: feito ela.
  • Os livros da Casa têm uma linha editoral comum, são numerados (únicos), têm diversas interferências da autora (capitulares, assinatura, escolhas pessoais – imagens, gravuras etc), carta pro leitor e a divulgação, quando acontece, é através de um “projeto feito a três (eus): escritora, atriz e andarilha”: as mambembadas.
  • Tudo começa pela mão, o lápis e o papel. O próprio processo da escrita é artesanal, nasce num caderno antes de ir parar em livro.
  • A linguagem adotada pela autora também parece feita à mão: feito a gente ouve no dia-a-dia, feito que aproxima prum papo.


foto: arquivo pessoal, casa Lygia Bojunga

Retrato de uma artesã



“a palavra no papel, a linha no pano, a lã na tela”
Feito à Mão, Lygia Bojunga

Retrato de uma artesã

               Rachel Facó

A autora Lygia Bojunga possui uma obra do seu tamanho: modesta e literariamente rica. São atualmente 22 livros publicados para crianças, jovens e adultos. A autora foi a primeira, fora do eixo Europa-Estados Unidos, em 1982, a ganhar pelo conjunto da obra – na época, com seis livros publicados – o prêmio Hans Christian Andersen - IBBY e, em 2004, foi consagrada com o prêmio ALMA – Astrid Lindgren Memorial Award, a maior premiação concedida até hoje à literatura para crianças e jovens. Detentora também de diversos prêmios nacionais, como o Prêmio Jabuti (1973, “Os colegas” e 1983, “Seis vezes Lucas”) e mais de uma dezena de prêmios conferidos pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil – FNLIJ, a autora é referência literária reconhecida.
Em 1999, três anos após a publicação da 1ª edição do “Feito à Mão”, onde o seu eu-artesão deu vida a um livro – da arte de lavrar as palavras, a confecção dos papéis, passando pela encadernação e à entrega, em mãos, dos seus 120 exemplares em uma apresentação teatral – Lygia reluta, mas lança uma edição nos moldes tradicionais: a publicação em escala industrial e distribuição comercial do livro feito à mão. Com ele nasce a “obra” dentro da obra: uma carta de 45 páginas, em um livro de 140, dirigida aos seus leitores – inicialmente, uma maneira de compartilhar e dar vida à textura e às tessituras da edição original do “Feito à Mão”. Com sua linguagem coloquial – marca de todos os seus textos – a autora estabelece uma ponte, uma conexão além do livro, com seus leitores. A verossimilhança de sua narrativa ganha um novo espaço de expressão, a carta nomeada pela autora: o “Pra você que me lê”.
Movida pelo desejo de estreitar a sua relação com o livro, Lygia Bojunga inaugura uma Casa Editorial, em 2002, para todos os seus personagens. Com o livro “Retratos de Carolina”, a editora recebe o seu primeiro “morador” e a autora amplia sua relação com o leitor: mistura-se à personagem e passa a “revelar” o seu processo criativo. O “Pra você que me lê”, que nasceu no livro “Feito à Mão” (Ed. Agir), ganha corpo com a editora e firma-se como um espaço autêntico, de conversa com o leitor. É a autora-artesã abrindo não somente uma editora, mas um canal de interação com o seu leitor à moda antiga. Sem bits e bytes. Feito à mão, papel e tinta.

foto: arquivo pessoal, casa Lygia Bojunga

ENCONTROS LITERÁRIOS EM SANTA TERESA 2011 2012


- Encontros Literários de tarde: 15 dezembro, 15h/17h30, leitura e bate-papo sobre a obra Corda bamba
Em 2012: 09 de fevereiro, 15h/17h30, leitura e bate-papo sobre a obra Corda bamba

- Encontros Literários de noite: 15 dezembro, 19h/21h, leitura e bate-papo sobre a obra Corda bamba
Em 2012: 09 de fevereiro, 19h/21h, leitura e bate-papo sobre a obra Corda bamba


Participe: ninfaparreiras@gmail.com


Foto: arquivo pessoal, imagem da Casa LB

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Casa Lygia Bojunga na Paixão de Ler 2011


CASA LYGIA BOJUNGA NA CAMPANHA PAIXÃO DE LER 2011:
Crônicas do Rio

A Casa Lygia Bojunga vai participar da Campanha Paixão de Ler 2011 (da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro), com os Encontros Literários
Dia: 10 de novembro, quinta-feira, das 16h às 17h30
Haverá leituras de textos de Lygia Bojunga das obras:
O Rio e eu e Paisagem

Reserve o seu lugar: ninfaparreiras@gmail.com
foto: arquivo pessoal, imagem da Casa LB

Programação Encontros Literários Novembro 2011

PROGRAMAÇÃO NOVEMBRO 2011:

- Encontros Literários de tarde: 1O novembro, 15h/17h30, leitura e bate-papo sobre a obra Paisagem 

- Encontros Literários de noite: 17 novembro, 19h/21h, leitura e bate-papo sobre a obra Tchau


Participe: ninfaparreiras@gmail.com


Foto: arquivo pessoal, imagem da Casa LB

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Programação Encontros Literários Outubro 2011

PROGRAMAÇÃO OUTUBRO 2011:

- Encontros Literários de tarde: 13 outubro, 15h30/17h30, leitura e bate-papo sobre as obras Fazendo Ana Paz e Paisagem 

- Encontros Literários de noite: 13 outubro, 19h/21h, leitura e bate-papo sobre as obras  A casa da madrinha e Tchau


Participe: ninfaparreiras@gmail.com


Foto: arquivo pessoal, Varanda da Casa LB



A obra de Lygia Bojunga no Circuito Jovem de Leitura


A OBRA DE LYGIA Bojunga no Circuito Jovem de Leitura Outubro 2011

Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro
Biblioteca Popular de Irajá
Dia: 20 outubro às 10h
Leituras de contos e bate-papo sobre a obra de Lygia Bojunga
Com: Tatiana Kauss e Vania Salek (pesquisadoras da Letra Falante e autoras de ensaios sobre literatura infantil)

Foto: arquivo pessoal, retalhos e bordados Casa LB, 2011

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Sempre um convite

Sempre um convite

Ana Cristina Melo

A literatura de Lygia Bojunga funciona para mim como um convite que, desde o primeiro contato que tive com sua prosa fluente e mágica, eu aceitei. Chego a esta festa iluminada e cheia de convidados e, logo na entrada, sua linguagem cheia de oralidade, como quem senta à varanda no final da tarde para prosear, me intima a ficar à vontade, a participar das entranhas do seu texto; mais do que isso, do seu processo criativo. Passo horas envolvida com histórias que despertam sorrisos, lágrimas, silêncios. Às vezes tocam feridas, ou refletem as feridas dos que estão à minha volta. Mas tudo parece extremamente confortável e seguro, pois ela nos guia com mãos firmes, de quem sabe o que faz. Ao final, quando as luzes se apagam, a festa finda, minha mente não é mais a mesma. Ela está embebida da complexidade dos temas que Lygia aborda, anestesiada da energia que repousa nas entrelinhas. Fechada a história, anseio a seção “Pra você que me lê”, onde fico mais íntima, onde sento e escuto sua voz, vejo os bastidores dos tecidos que ela vai cerzindo com todo cuidado. Um lugar onde, inevitavelmente, olho pra trás e lamento a festa ter sido tão breve.
Termino de reler Fazendo Ana Paz e me sinto assim, eufórica, modificada. Já havíamos marcado esse encontro em 2006, quando li o livro pela primeira vez. Mas agora as linhas parecem novas, carregadas de significados diferentes. Um novo livro escrito com a cumplicidade da nova pessoa que eu sou, de alguém que se modificou com o tempo. Recolho pelo caminho dessa leitura a generosidade de Lygia em dividir conosco o momento especial de sua criação. Suas artes, escritas e reescritas; seu fazer e desfazer; seu dom de transformar a palavra em vida. Ana Paz que o diga.
Por isso, a você que me lê, estendo esse convite que recebi lá atrás, quando abri, pela primeira vez, uma página de Lygia Bojunga. 

foto: tapeçarias criadas por Maria Teresa Nascimento Brito